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Treinamento pessoal do Sensei Allan Franklin.




       Oss!

       Registrei alguns momentos do meu treino pessoal e dividi com vocês. Posteriormente coloquei uma reflexão sobre o Karate-Do e a filosofia do mesmo. Falo da importância de sabermos que não é a vitória que importa, mas sim a vitória de nós sobre nós mesmos. Falo sinceramente que ninguém deseja perder uma luta seja em treino, campeonato, nas ruas, num exame de faixa(como cito no meu caso no vídeo sobre minha única derrota), ou mesmo nos treinos diários no nosso Dojo.
        Mas registro também, a realidade de que quando perdemos não perdemos necessariamente para aquele que aparentemente nos derrotou. Até porque as vezes quem nos derrotou não derrotou por ser melhor que nós, mas por naquele dia e momento, estar melhor que nós.Esse é um processo normal e humano.
        Enfatizo no vídeo depois da sequência de treinamento que é legendada com algumas explicações sobre algumas técnicas que uso no treinamento, que o Budo deve imperar e dentro dessa essência é que vive a arte marcial que é o Karate-Do Shotokan Ryu.


        Desejo  a todos uma ótima reflexão durante o vídeo e sobre o estudo do Karate-Do.

        Oss!

        Sensei Allan Franklin.


       

Os cinco Katas básicos.



     Oss!


     No Karate-Do Shotokan Ryu assim como em todos os outros estilos de Karate, os katas são a alma fundamental e instrumento de avanço do indivíduo no caminho da compreensão do que seja a arte do Karate-Do. Não há avanço algum sem a compreensão da argumentação técnica desta arte marcial que por sua vez se faz diferente de muitas outras artes marciais por nos proporcionar um panorama de defesas e ataques muito completos quando bem entendidos. Muitas vezes as técnicas as quais vemos em outras artes marciais e estilos estão ali nos 26 katas Shotokan Ryu.
      Penso que não passe de pura limitação mental pensar que só em determinado estilo tenha essa ou aquela técnica e que só ali tais técnicas sejam encontradas, pois a rigor se formos reparar, dentro dos 26 katas reunidos no estilo Shotokan, existem todas as mesmas técnicas executadas de maneira distinta, mas em si, as mesmas técnicas que nos outros estilos de Karate e como sempre digo, encontramos até mesmo as raízes chinesas nele.
      Acredito que conhecer seja necessário, mas não necessariamente praticar formalmente vários estilos de Karate, pois em realidade o que usamos numa luta real são golpes diretos, objetivos e rápidos, sejam eles de longa, média ou curta distância. E por mais detalhes e técnicas mais elaboradas que os outros estilos apresentem, o Shotokan Ryu lida com a praticidade e forma direta a qual uma luta real pede e nos oferece um senso real de autodefesa.  Se você tem um professor que lhe oferece um único estilo, mas bem ensinado e apresentado, você tem toda a oportunidade de estar seguro com sua arte marcial, mas se este professor lhe oferece junto a este único estilo de Karate um panorama dos outros estilos, sua visão se amplia  e a força do seu estilo também.
      De mestre para mestre, de escola para escola, os mestres ensinam os mesmos katas, mas com alguns detalhes segundo suas interpretações pessoais. Isso percebemos em Hirokazu Kanazawa, Tetsuhiko Asai, Mikio Yahara, Masahiko Tanaka etc. cada um possui um modo de praticar os mesmos katas. Mas os detalhes geralmente são um pouco mais acentuados de associação para associação no Japão.
      Gostaria de lembrar que desde que os fundamentos dos katas estejam sendo executados a rigor sem descaracterização da essência, dificilmente poderemos apontar o dedo e dizer que aquele que apresenta o kata está executando errado. Isso já deu muito problema no passado em exames, pois as vezes a banca era formada por profissionais ligados a JKA e o candidato era ligado a SKIF. Daí se faz necessário que tenhamos conhecimento de várias escolas sérias para que não possamos prejudicar ou ofender ninguém que esteja executando um kata diferente da forma que aprendemos.
      Certa vez o meu sábio Shihan Kung me disse que o seu Shihan o saudoso Kyoshi Benedito Nelson "Mão de Ferro", lhe disse para que ele mesmo jamais corrigisse o kata de alguém ou advertisse que o kata estivesse sendo feito de maneira errada, mas sim que dissesse a pessoa que aprendeu de forma diferente e que deveria mostrar sua forma.
       Agindo assim, ainda que tenhamos a certeza de que a pessoa erra em algum detalhe, estaremos agindo segundo o Budo com a ética, educação e cortesia do guerreiro sem magoar o outro. Se não vivemos para servir, não servimos para viver! Para que ostentar e humilhar aquele que erra? O que sabemos ser certo é que ninguém é melhor que ninguém em si e assim não é diferente em relação ao Karate-Do que não permite a quase nenhum de nós o entender por completo.
       Nesta matéria apresento os cinco katas básicos do Karate-Do Shotokan Ryu e divido esse estudo com os amigos com o coração aberto nesse estudo de aperfeiçoamento da prática do que seja a alma desta arte marcial que são seus katas. Os cinco katas são os pilares desta arte estruturada inicialmente segundo os conhecimentos que o Shihan Gichin Funakoshi trouxe de Okinawa para o Japão e lá o seu Filho Yoshitaka ou Gigo Funakoshi elaborou juntamente com outros estudantes deste estilo alunos dele e do seu pai, os katas que conhecemos hoje.
       Vale lembrar que  já não é de hoje que muitos defendem o que seja ou não o autêntico Karate-Do Shotokan tradicional de Gichin Funakoshi, mas vale lembrar que se repararmos em antigos vídeos o mestre Funakoshi executando os mesmos katas que estudamos hoje, vemos que o que ele executava era bem mais próximo em termos de bases, do Shorin Ryu ou  Shuri-Te do que o Shotokan que seu filho e alunos praticavam e que por sua vez chegou aos dias de hoje.
        Por isso mesmo devemos ter em mente que Gichin Funakoshi Shihan foi o pioneiro na levada dessa arte para o Japão, mas que seu filho Yoshitaka Funakoshi, deve ser tão lembrado quanto ele na estruturação desta arte que nos serve hoje em dia  e já serviu a tantas gerações como um caminho de vida. Assim como também o grande mestre Anko Itosu deve ser lembrado como a fortaleza desta arte, pois o mesmo deu ao mestre Gichin Funakoshi toda a bagagem que possibilitou a arte se firmar no Japão entre tantos estilos de Ju Jutsu mesmo o próprio mestre Gichin Funakoshi não tendo sido o seu melhor aluno e um excepcional Karateca.
        Nenhum dos estilos de Ju Jutsu no Japão era tão focado em atemi-waza e tinha como característica golpes tão fortes e focados como os golpes da arte marcial que Funakoshi Shihan trazia de Okinawa. Por isso mesmo que até mesmo o experiente mestre de Ju Jutsu Jigoro Kano pai do admirável moderno estilo de Ju Jutsu que nascia no início do século XX o Judo, fez questão de ajudar o nosso Shihan Gichin Funakoshi na divulgação e ensino do Karate que vinha com ele de Okinawa.
        Por isso providenciou que desse aulas de Karate dentro da própria Kodokan. Há até uma história que diz que Jigoro Kano e Gichin Funakoshi numa conversa teriam feito um treino amistoso a nível de conhecimento mútuo de suas artes e diz se que Jigoro Kano ficou muito impressionado com o Karate de Funakoshi, pois não teria conseguido o derrubar. Também sabe se que ele enviou alguns dos seus alunos para terem aulas de Karate com Gichin Funakoshi.
        Além de nos katas Shotokan existirem obviamente os atemi-waza, existem muitas técnicas de nage-waza também. O que difere os estilos que possuem katas, katis ou formas para as artes de agarre é que em sua maioria das vezes, essas artes não possuem katas ou formas, salvo o Judo que possui katas, mas mesmo assim não são tão enigmáticos para os leigos quanto os katas do Karate.

      
Que esta série de vídeos sejam mais um auxílio para aqueles que ainda menos estudos que eu possua.

        Oss!

        Sensei Allan ranklin.

                                          Heian Shodan

                                                                       



                                          Heian Nidan

                                       

                                          Heian Sandan
                                       
                                          

                                          Heian Yondan

                                        

                                          Heian Godan

                                         


                                        










Exercício dinâmico.



     Oss!


     Olá amigos e seguidores do blog Programa Karate-Do! Estou de volta depois do nascimento da minha linda e amada filha e venho trazer mais uma ideia de treinamento o qual não fui eu que criei, mas sim levo como mais um treinamento opcional de observações de outros mestres.
      Este treinamento como explicado no vídeo que verão a seguir, é exercitado e ensinado pelo Shihan André Bertel discípulo direto do saudoso Shihan Tetsuhiko Asai que muito de progresso deixou para o Karate-Do em termos de concepções de aplicação desta arte maravilhosa que é o Karate-Do Shotokan Ryu.
      Como explico também no vídeo, tal exercício é uma opção de treino para  caso não derrubemos nosso adversário no primeiro golpe, venhamos a aplicar técnicas seguidas. Poderia filosofar aqui de uma maneira lúcida dizendo que nem todos os homens de 1,72m como no meu caso, pode conseguir derrubar um homem de 1,80, 1,90 ou 2m com um golpe por mais treinado que esteja no Makiwara  e em dia com os exercícios do Karate-Do.
       Por isso cada caso é um e devemos estar preparados de várias formas e aspectos sendo o que o meu Shihan sempre diz, ou seja, clínica geral. Isso significa estar apto de várias formas para lutar. Não devemos estudar o Karate-Do acreditando que esta arte por mais poderosa que seja como de fato é, vá funcionar dentro de uma dimensão sempre, pois como sempre digo, somos seres vivos que expressamos ação e reação de acordo com o momento, circunstâncias e estado mental.
       Se homens como Bruce Lee e a família Gracie que nem tão dentro dos caminhos tradicionais e clássicos estavam por terem feito seus próprios caminhos se desligando das matrizes chegaram tão longe, independente dos aspectos comerciais da carreira desses e o marketing feito em cima de seus nomes, devemos admitir seus méritos técnicos aqui e ali. Assim como devemos reconhecer que se hoje há uma atenção maior para sermos completos lutadores e resgatarmos a essência do próprio Karate-Do, isso ocorre em função do que estes geraram e conseguiram em cima das falhas de lutadores de estilos tradicionais e clássicos que estavam focados apenas no lado esportivo.
       Diversas teorias e caminhos paralelos se criaram de lá para cá, querendo demonstrar que os caminhos clássicos estavam ultrapassados. Para aqueles que não lembram , pois estamos diante de um povo que tem costume de não possuir memória,  Bruce Lee nos anos sessenta e setenta por não ter se formado em caminho algum criou sua própria forma de lutar baseando se em experiências de lutas reais nas ruas de Hong Komg e sua bagarem de estudo na escola de Wing Chun Kung Fu de seu Sifu Ip Man e filosofou em cima das artes marciais que estudou sem compromisso formal nos E.U.A. chegando a conclusão de que você deveria aproveitar o que era útil e descartar o que era inútil se baseando provavelmente em sua incompreensão do que não estudou a fundo, mas viu de fora sobre outras artes marciais e o próprio Wing Chun que não pode se formar.
       A família Gracie nos anos 90 ridicularizou todos os sistemas marciais em pé vencendo lutadores totalmente desfocados de suas próprias artes marciais e com isso dizendo que as mesmas só funcionavam no cinema. Por isso inegavelmente muitas pessoas tentaram resgatar a essência das suas respectivas artes marciais e com isso se atentaram para o fato não só da marcialidade perdida com o tempo e foco apenas no esporte, como também começou a buscar o que havia de recursos dentro dos seus próprios estilos e artes marciais.
       Como sempre digo, não se perdendo os aspectos fundamentais do Karate-Do ao ponto de descaracterizar sua essência, todo estudo é válido. Cabe aos amigos enxergarem o que é o conceito real de tradicional.
       Que tal vídeo seja mais uma ideia de treinamento e estudo para possibilidades de aplicação do Karate-Do Shotokan Ryu como o proposto pelo Shihan André Bertel.

Oss!

Sensei Allan Franklin.


O Makiwara e algumas técnicas do Karate-Do Shotokan Ryu.

Oss!


      Hoje trago algumas explicações sobre o uso do Makiwara e sua importância na prática do Karate-Do Shotokan Ryu. Também explico algumas técnicas da arte ressaltando alguns detalhes e aplicações de algumas técnicas menos vistas na arte ou mesmo pouco usadas.
       Abordo também em tal vídeo o assunto sobre as várias aplicações muitas vezes de uma mesma técnica existente nos katas. Falo a respeito da importância de termos a consciência de que o Karate-Do Shotokan Ryu possui vários aspectos numa arte só, assim também como todas as técnicas que existem em outros estilos de Karate praticados em Okinawa estão presentes no Karate-Do Shotokan Ryu e com isso, faço uma  rápida comparação com o Goju Ryu executando um movimento livre desse estilo também.
      Espero que o vídeo traga mais esclarecimentos aos amigos e a mesma sede que tenho por buscar conhecimentos sobre essa arte maravilhosa  chamada Karate-Do Shotokan Ryu e o que ela trouxe de Okinawa e se perdeu com os anos e muitos mestres resgataram para que aos poucos conhecêssemos a arte em essência.

      Oss!


      Sensei Allan Franklin


Estudando com o espaço que se tem - 3




       Oss!

       Neste vídeo divido com os amigos a ideia de centro de gravidade e proteção do centro do corpo, usando as técnicas existentes nos katas. É sempre necessário buscar nos katas e este vídeo constata o que falo a respeito de tudo estar lá. Existem várias sequências as quais num kumite encontraríamos tranquilamente espaço para aplicações. Muitos se enganam não visualizando os movimentos e técnicas que estão catalogados nos katas, em lutas reais e com isso perdem muitas oportunidades de enriquecer sua expressão pessoal do seu Karate-Do. Como sempre diz o Shihan Kung, o Karate-Do está pronto e esta arte em si não pede modificações necessariamente, mas sim o processo de entendimento da arte e aplicação, variam de indivíduo para indivíduo.
       Este processo é natural e não altera necessariamente e nem deve alterar a arte. O que encontramos quando estudamos os katas é um universo sem fim de possibilidades e aplicações nesta arte. Quando encontramos as técnicas ali presentes, ficamos deslumbrados e encantados com o Karate-Do Shotokan Ryu e ao mesmo tempo percebemos que ela nos oferecerá desafios por toda a nossa vida. Temos a certeza de que a arte nos desafiará dia após dia buscando que a compreendamos e que com isso façamos com que a mesma sobreviva em realidade.

     Que este vídeo pertencente a uma outra sequência de vídeos que fiz, possa auxiliar os amigos estudantes de Karate-Do Shotokan Ryu a compreender um pouco mais a nossa arte de coração.

      Oss!

      Sensei Allan Franklin



Treinamento livre - 2



        Oss!


        Neste treinamento livre enfatizo bases firmes, quadril e a exploração das técnicas livremente como o habitual. É preciso sempre nos aperfeiçoarmos, pois certamente iremos constatar defeitos tecnicamente em cada exercício e treinamento nosso.
        Sabemos que devemos interiorizar a arte e fazer com que a mesma flua naturalmente, mas devemos ter em mente que em realidade uma luta se faz de ações, reações, espontaneidade e tudo ocorre de maneira rápida e direta. Portanto não nos cabe querer florear, enfeitar e exagerar nos movimentos, pois devemos entender que uma luta eficiente deve ser centrada na rapidez dos golpes dados e no entendimento do que se esteja fazendo aliado ao estado emocional tranquilo.
        Sem essas coisas, você pode estudar quantas técnicas, artes e estilos que for e apresentar lindamente em katas, sozinho como no vídeo etc. mas dificilmente vai ser um bom lutador. Quando prestei meu exame para faixa preta, descobri falhas em mim na hora do kumite. Desde então venho corrigindo ao longo dos tempos para que eu exemplifique o que compreendo ser o Karate-Do em ação real seja num kumite no meu Dojo, num exame de faixa ou mesmo em qualquer circunstância.
         Quando nos propomos a estudar, praticar e viver a arte do Karate-Do, devemos ter em mente que não será fácil o entendimento desta arte marcial, pois ainda que se comparamos o Karate-Do Shotokan Ryu lado a lado com alguns estilos de Kung Fu pro exemplo mais cheios de detalhes técnicos e o Karate-Do parece mais fácil ou simples, digo aos amigos que isso não passa de uma falsa impressão, pois o Karate-Do Shotokan Ryu para ser compreendido, nos exige muito estudo prático e que comumente chegaremos as conclusões exatas sobre a arte mentalmente, mas o corpo irá chegar ao entendimento sobre as mesmas coisas relacionadas a arte, um bom tempo depois.
         O importante para ser um Karateca real é ser verdadeiro, sincero, humilde e pé no chão. Para sermos um instrutor, professor etc. de Karate-Do, não precisamos ser os melhores nessa arte ou sermos infalíveis, mas sim sinceros, apenas isso. Não é porque você puxa uma aula que você seja infalível, mas apenas tem a obrigação de ministrar sua aula com dignidade e honestidade passando puramente o que aprendeu e o que entende, pois não podemos ensinar o que não sabemos. Há quem diga que no Japão um 1º Dan como eu, e um  3º e 4º Dan somos apenas Sen-pai e não Sensei. Isso para mim com sinceridade aqui e agora neste momento da minha vida e dentro da minha pequenez em compreensão do que seja o Karate-Do, não me importa. O que me importa é ser honesto com o que faço, sei e acredito.
          No universo do Karate-Do certamente também encontraremos de tudo em termos de opiniões a respeito do Karate. Não se iluda você que gosta do meu trabalho pensando que todos tem boa impressão do mesmo, mas você que não gosta do que posto e do meu Karate-Do ou até mesmo entende o que apresento aqui como algo diferente do tradicional, não pense que todos também pensam como você, pois existem muitos que gostam do meu trabalho, que acompanham por perceberem sinceridade no que faço.
          Assim como o país pede uma reforma política no momento, precisamos no Karate-Do que haja uma reforma de pensamento a respeito da nossa arte marcial e que venhamos a chegar a conclusão de que uma única verdade a respeito do que seja o Karate-Do Shotokan Ryu não é real e diminui a arte.
          Essa arte marcial que é tão viva quanto nós, se manifesta em cada um de nós de acordo com as personalidades e o físico de cada um. Kancho Hirokazu Kanazawa possui seu próprio Karate-Do em expressão pessoal física fruto dos seus próprios estudos e análises e que difere bastante do Karate-Do de Tetsuhiko Asai Shihan que também possuía seus estudos e particularidades diferente de Mikio Yahara Shihan que chegou a um desenvolvimento distinto de Masahiko Tanaka Shihan que difere muito de Taiji Kase que era muito diferente de Keigo Abe que é mais diferente ainda de Hidetaka Nishiyama  que muito diferia do Karate-Do de Masao Kagawa Shihan. Mas todos esses são representantes originais do Karate-Do Shotokan Ryu ensinado a eles por Masatoshi Nakayama que aprendeu como alguns da lista também com o próprio Gichin Funakoshi Shihan o fundador deste estilo.
           Então volto a dizer que desde que não venhamos a perder o cuidado com quadril, kime, firmeza nas técnicas e todas as características que existem na nossa arte marcial que fazem dela única, não havendo descaracterização desses aspectos, não pode haver dedos apontados para aquele que apresenta a sua expressão pessoal dessa arte que é viva.
            A respeito de competidores, hoje penso de maneira mais abrangente no que diz respeito ao competidor e não ao Karate de competição, pois uma coisa é o competidor ser um Karateca de competição, este em si tende a ter vida curta. Outra coisa bem diferente é o indivíduo ir competir, mas não abandonar os treinos a rigor da arte como uma arte marcial que é, pois o treino com tal foco não se prende a pontos e regras e permite que a arte o acompanhe por toda vida.
            Por isso acredito que mais se deva prestar atenção no quanto a nossa arte marcial é abrangente e nos cobra mente aberta do que nos virarmos uns contra os outros. Hoje se faz necessário união entre os profissionais do Karate-Do Shotokan Ryu e de todos os estilos de Karate não focados nos aspectos comerciais da arte como olimpíadas etc. apenas, mas sim na sobrevivência desta arte marcial.

           Oss!
       
            Sensei Allan Franklin


Treinamento livre - 6



          Oss!

          O vídeo que trago hoje para os amigos da sequência Treinamento livre, trás uma concentração inicial além de com a respiração antes dos movimentos de exercícios como Choko tsuki(zuki) , Sanbon-tsuki(zuki), também se concentra em movimentos bem fechados encontrados em katas como Bassai-dai,  nos katasTekki, Sochin e até Gojushiho-dai. Posteriormente dou uns passos e continuo os exercícios com movimentos comumente usados em alguns katas como Heian Godan etc.
           O intuito como sempre é exercitar a fluidez que buscamos nessa arte marcial. Como sempre falo, lidar com artes que possuem katas nos exige muito mais estudo e compreensão do que as artes marciais que não lidam com essas formas.
           Por outro lado creio que tenhamos esses katas como catálogos que guardam técnicas as quais por estarem guardadas daquela forma, por vezes passam despercebidas para muitos que não entendem não só suas aplicações, como a maioria pensa necessariamente que as técnicas ensinadas ali, deverão ser aplicadas na sequência que estão feitas nos katas!
           Isso seria impossível uma vez que como sempre falo também, uma luta real se faz de ações e reações. O que devemos ter em mente é que devemos buscar sim a assimilação desses movimentos ao ponto que não saibamos lutar fora dessas técnicas. Sua reação instintiva deve ser ao ser golpeado, a de defender com qualquer defesa que o Karate-Do Shotokan Ryu nos ensina. E se pararmos para pensar ele nos ensina a nos defendermos de todas as formas e com o corpo inteiro. Para atacarmos o mesmo deve acontecer, ou seja, devemos socar ou chutar dentro do modo que o Karate-Do nos ensina seguindo os princípios que fazem desta arte marcial única em alguns aspectos.
              A força vem do chão o quadril impulsiona e o ombro leva o punho, mas sem ir junto. Daí para aqueles que não sabem é vem o kime! O Makiwara por sua vez é um instrumento que nos possibilita preparar o Seiken para que onde quer que atingirmos não venhamos a machucar o punho e de preferência quebrar onde ou quem for atingido.

Que tal vídeo sirva de mais um auxílio na reflexão sobre a nossa arte marcial.
          
              Oss!

              Sensei Allan Franklin


Treinamento livre - 5



        Oss!


        Hoje trago mais um vídeo de uma das sequências que gravei com o nome Treinamento livre. Tais vídeos tem como proposta registrar em primeiro lugar para mim mesmo como estão o andamento dos meus treinos e com isso, aproveito para compartilhar com os amigos os meus momentos com a arte sozinho.
         Embora de fato como já disse outras vezes o Karate-Do em si seja uma arte marcial que nos proporciona muita reflexão e um amadurecimento dentro de uma busca e jornada solitária, realmente são necessários esses treinamentos que nos possibilitam um estudo de possibilidades dentro dos movimentos da arte do Karate-Do Shotokan Ryu.
         Alguns tem a dificuldade de visualizar possibilidades dentro desta arte justamente pelo fato de não exercitarem os movimentos dos katas livremente. Com isso acabam por vezes acreditando que os katas tem como proposta serem usados a rigor dentro da sequência que são elaborados. Mas devo dizer aos amigos que vem depois de mim, ou seja, aos estudantes menos graduados, que não é bem assim que devemos ver a coisa. Os katas nada mais são do que várias técnicas com diversas possibilidades de aplicação em kumite, mas reunidas  em forma de katas, como se fossem catálogos de movimentos que necessitavam ser transmitidos de alguma forma.
        Neste vídeo exploro inicialmente a base Sanchin dachi como num diálogo técnico durante um kumite a curta distância. Posteriormente entro no ritmo o qual todos conhecem do Shotokan Ryu mais habitualmente visto, ou seja treino os movimentos de média a longa distância. Esta ao menos é a intenção imaginária deste treinamento, mas não afirmo nunca nos meus vídeos que em realidade tais movimentos e aplicações propostas por mim vindas do próprio Karate-Do Shotokan Ryu, serão aplicadas com perfeição e beleza. Muitas vezes os movimentos mais elaborados os quais mostro nos meus vídeos, são de difícil aplicação, pois assim é em todos os estilos com movimentos mais plásticos. Mas acredito que nem por isso devamos deixar de lado os movimentos e aplicações mais difíceis, porque tudo tem aplicação real.
         Como disse certa vez, fora do óbvio, há salvação.  Fora do óbvio haverá sempre a possibilidade  de sermos ou termos o efeito surpresa com a própria arte que temos e que todos conhecem, mas executam uniformemente. Usar todas as possibilidades existentes na arte se faz necessário, pois estamos diante de uma arte marcial completa que nos proporciona a certeza de que sempre que entrarmos no kimono, aprenderemos algo novo desta arte seja com um Sensei, um Shihan ou mesmo sozinho meditando e refletindo sobre a argumentação técnica existente  no Karate-Do Shotokan Ryu.

        Oss!

        Sensei Allan Franklin.


Movimentos livres de Karate-Do



       Oss!


       Trago mais um vídeo com intuito de mostrar o que devemos buscar em termos de movimentações explosivas, com arranques do quadril e agilidade. Agora, gostaria também de salientar que tudo isso deve ser buscado para que se chegue ao ponto de fluir naturalmente tais movimentações.
       Não acredito que os movimentos devam ficar ensaiados, coreografados beirando ao teatro, mas sim devem fluir como fruto de um estudo esforçado para que esses movimentos sejam naturais. Sem haver naturalidade não haverá eficiência. Por isso com certeza podemos facilmente afirmar que o Karate-Do e qualquer arte marcial que nos exija compreensão dos katas ou formas, são de extrema dificuldade para se alcançar a maestria. E por isso mesmo, devemos entender que é justamente por isso que da década de noventa para cá a busca por sistemas marciais sem katas cresceu, pois como sempre digo, está tudo ligado a.UFC e ao d. UFC.
       A partir do momento em que as pessoas descobriram outras artes marciais também eficientes que não exigiam que praticassem e entendessem  katas, podemos entender  o porque nossa arte ficou tantos anos esquecida. Certa vez escutei um indivíduo falando do seu próprio estilo e o mesmo dizia: "esse estilo, ou entendemos ele ou não entendemos." Acredito que isso sirva para todos e de fato muito mais ainda para o Karate-Do. Em dias que não consigo treinar pela correria da vida que por acaso não me permite nem mesmo ir estudar Karate-Do com meu Shihan, parece que não treino a mil anos e os erros e falhas me perseguem nesses momentos fazendo até que canse mais rápido.

       Por isso digo sempre:

O Karate-Do não nos permite um dia só sem contato algum com ele!

E de fato para que flua tão naturalmente quanto flui o Judo e o Ju Jutsu para especialistas dessas artes que em seus estudos desses caminhos encontram mais naturalidade desde a aprendizagem desses sistemas até as aplicações das técnicas, devemos treinar ao ponto de entendermos a arte. Uma coisa é certa, o condicionamento físico para boa aplicação deve estar presente e ser buscado, pois caso contrário essas explosões aí não acontecerão e a arte será feita sem alma.
         Ou se entende ou não se entende os katas e os movimentos que aprendemos e estudamos na prática do Karate-Do. Não queira fazer movimentos bonitos sem aplicação sincera e sem alma. É melhor praticar alguma arte que não conte com katas como as da moda, do que praticar Karate-Do e não entender esta arte marcial e expor a mesma ao ridículo.
         O que mais vemos por aí e vimos ao longo das décadas e isso aconteceu muito nos anos noventa, foi justamente pessoas praticando uns meses Karate-Do ou as vezes até mesmo apenas uma semana e se desligando do Karate-Do por falta de compreensão da arte. Até aí tudo bem, o problema é que estas mesmas pessoas geralmente saiam falando mal da arte dizendo que aquilo é ruim ou não funcionaria em realidade.
          Então a identificação com a arte é muito importante. Sem essa identificação não haverá progresso na caminhada. E aqueles que começam neste momento a busca da prática do Karate-Do devem entender duas coisas aparentemente contraditórias neste caminho, mas que são verdadeiras, ou seja, o Karate-Do deve ser estudado com paciência para que seja entendido e flua com todos seus movimentos complexos em luta real com verdadeiro entendimento do que se está fazendo. Mas o estudante não deve acreditar que vai lutar como nos filmes belamente e que pouco será acertado em combate, pois luta é luta e como sempre digo também, é feita de momentos espontâneos  os quais fluem de acordo com ações e reações.
         Por mais treinados que estejamos no Karate-Do, sempre haverá o risco de  sermos acertados e a tendência é da luta ser objetiva. E caso encontremos algum adversário com conhecimento igual ou equivalente, a luta tenderá a ser tão feia quanto seria a luta de dois lutadores de rua, mas o importante é não sair do estilo. E para tal somente a prática nos levará a perfeição possível de ser atingida e não a cinematográfica.
          Um lutador de Judo e Ju Jutsu brasileiro por exemplo, não se preocupam em fazer uma luta bela, mas sim eficiente e este deve ser nosso desejo e meta. Mas ao mesmo tempo devemos entender que por mais belos que sejam os katas, não devemos buscar aplica-los de maneira bonita, mas sim eficiente colocando na prática a eficiência dos mesmos.
           O que acontece e alguns ignoram, é que entendendo bem os katas, certamente a luta elevará em eficiência e beleza naturalmente sem que haja a necessidade de preocupação com isso.

Vamos estudar o Karate-Do verdadeiramente! Vamos entender o que é essa arte e não tentar chegar ao entendimento do que seja  a execução desta arte a rigor, nos baseando visualmente no que vemos dos grandes mestres japoneses e de Okinawa executando o Karate! Mas sim vamos deixar com que nossos corpos entendam a arte, para que exista realidade em nosso Karate-Do!

Oss!

Sensei Allan Franklin.



O Karate e suas claras raízes chinesas.



   Oss!

    Comumente percebo discussões no ambiente do Karate-Do sobre o que seja ou não autêntico em termos de Karate-Do tradicional. Devemos lembrar que sejam as escolas de Karate que derivam de Shuri como dos estilos Shuri-Te e Shorin Ryu  que deram origem ao Shotokan Ryu, assim como a de Naha como o estilo Naha-Te que deu origem ao Goju Ryu, todas sempre possuirão características chinesas diretas ou indiretamente. Assim não seria diferente nem mesmo no Shotokan Ryu..
     Sinto que a perseguição e percepção do que seja uma descaracterização da arte aconteça mais entre os praticantes de Karate-Do Shotokan Ryu que por vezes adotam a postura japonesa de distanciar o máximo possível a arte de suas origens em Okinawa e China. Neste vídeo veremos como o mestre de Karate Goju Ryu parece muito até um praticante de Kung Fu devido as semelhanças entre alguns estilos de Karate e Kung Fu.
     Apesar do vídeo ser em inglês e sem legendas, dá pra termos uma ideia do que está sendo falado no vídeo e mais ainda reparar no Karate Goju ryu executado por tal Shihan.

Oss!

Sensei Allan Franklin.


Treinamento livre - 3 : Estudando livremente as técnicas dos katas.



     Oss!

     
      Hoje trago mais um dos  meus vídeos onde exercito a movimentação do Karate-Do Shotokan Ryu livremente para que a assimilação da arte aconteça. Acredito como já dito antes, que devemos treinar a rigor o programa da arte, ou seja, kata, kihon e Kumite, mas nada nos proíbe de buscarmos cada um de nós, uma forma de absorver mais a arte para que a mesma flua naturalmente.
      Fluir naturalmente! Talvez seja esse o ponto o qual devamos buscar que a própria família Gracie sempre declarou o mesmo quando o mestre Rickson Gracie dizia que ele usava em luta o que ele treinava, ou seja em outras palavras fez uma correta crítica a aqueles  que se enganavam treinando movimentos bonitos que não sabiam usar em luta.
      O mesmo Bruce Lee disse quando em certa entrevista disse ao entrevistador que ele Bruce, poderia fazer belos movimentos ali e que impressionaria a todos, mas se ele não fosse honesto com ele mesmo, nada daquilo serviria. Por isso que tanto creio que deve haver a busca da compreensão do que estamos estudando desde o primeiro dia de aula de Karate-Do.
      De fato se fizermos movimentos os quais temos que parar para pensar o que fazer em ação para usar em momentos de lutas que são momentos espontâneos onde tudo acontece diante de ações e reações e com isso não sermos naturais, aí sim realmente o sucesso não virá e a impressão que passaremos será justamente a passada nos tempos de glória da família Gracie  nos anos noventa quando ninguém que lutou com eles ou mesmo com qualquer representante do Ju Jutsu brasileiro, soube lidar com sua própria arte especializada em lutar em pé!
      Nenhum bom mestre negará a você a complexidade que existe para compreender verdadeiramente o Karate-Do e o quanto você vai quebrar a cabeça e muito mais cansar o corpo até que ele, quero dizer, o corpo, entenda o movimento e não sua mente. Para que então haja real aplicação da arte em ação, não há outro caminho se não a prática constante.
       O Karate-Do preza pelo Kime, ou seja a explosão nos golpes e como todos sabem, trás com ele a busca pela resolução da luta no primeiro golpe derrubando o adversário. Mas como falei antes, é sempre melhor estarmos treinados na argumentação técnica do Karate-Do que por sua vez é muito extensa, para que caso não sejamos efetivos no primeiro golpe, venhamos a golpear seguidamente o adversário e defender e bloquear os ataques do mesmo.
       É interessante os comentários que lemos ou mesmo ouvimos na divulgação de qualquer trabalho na internet. E isso não foge a tal regra no que diz respeito a divulgação do Karate-Do na internet. Com isso certo dia desta semana que passou, li um comentário a respeito do questionamento que fiz a respeito do porque alguns não percebem em alguns vídeos meus que o que executo é pura e simplesmente o Karate-Do Shotokan Ryu.
       O amigo me respondeu que provavelmente alguns estranham algumas das minhas movimentações em alguns vídeos e não em todos especificamente, porque executo técnicas seguidamente e isso faz com que se pareça mais com o Kung Fu ou estilos chineses em geral, ou mesmo com o Karate executado em Okinawa.
       Com sinceridade vi tal explicação não como uma crítica, mas sim como um elogio, pois ao meu ver é sinal de que aproximo o Karate-Do Shotokan Ryu de suas raízes! Após dar esta  sua opinião do porque talvez alguns estranham meus movimentos em alguns vídeos meus, ele questionou o porque uso o "Do" e o "Ryu" acompanhando o Karate Shotokan.
       Tal resposta fiquei de dar a ele, pois respondi de maneira geral sobre os argumentos dele, mas não dei uma explicação sobre o questionado. Aproveito a oportunidade agora para esclarece-lo caso esteja me acompanhando. Mas caso o amigo não me acompanhe mais ou mesmo teve acesso ao meu vídeo por acaso, a explicação que darei aqui já dei outras vezes pela internet e independente de qualquer coisa, servirá para ficar como esclarecimento a respeito do porque de tal adoção do "Do" e "Ryu".
        O "Do" acompanha a palavra Karate em função do Karate ensinado por Funakoshi ter sido o primeiro a ter adotado o 'Do" na introdução desta arte no Japão. O "Do" com sua conotação espiritualista vinda da cultura do Zen budismo se encaixava perfeitamente não só com os moldes dos modernos sistemas marciais do início do século XX no Japão  como o Judo, Kendo etc, como também fazia todo um sentido com a mudança também feita numa inflexão do kanji Karate com sentido de "Mãos chinesas" como era originalmente conhecido em Okinawa o Karate, para "Mãos vazias".
       A palavra "Ryu" utilizada ainda hoje nas muitas escolas de Karate de Okinawa e que sempre acompanhou no Japão feudal os muitos estilos de Ju Jutsu ou Kenjutsu do Japão, quer literalmente dizer "Estilo" ou "Escola". Então uma vez que independente do Shihan Gichin Funakoshi não ter criado especificamente nome algum para o Karate que ensinava inicialmente inclusive com seus conhecimentos de Shuri-Te do Shihan Azato e principalmente com os conhecimentos do seu segundo Shihan o mestre Anko Itosu, a palavra Shotokan foi introduzida na história do Karate-Do de Gichin Funakoshi pelos seus alunos  quando os mesmos colocaram uma placa na porta do seu Dojo.
       Dali em diante a palavra "Shotokan" que foi uma homenagem dos seus alunos ao Shihan Gichin Funakoshi que em Okinawa assinava seus poemas observando as ondas dos ventos batendo nos pinheiros como Shoto, era sempre associado ao Karate que era ensinado por ele. Por isso Shotokan era associado ao Karate-Do  que ele ensinava naquele Dojo.
        E então foi por isso que o Karate ensinado no Shotokan Dojo levou o Shotokan como associação ao estilo de Karate que ele ensinava. Nada mais natural então do que chamarmos de Shotokan Ryu e não esquecer o Do para acompanhar o Karate que faz todo sentido quando lemos "Caminho das mãos vazias"!
       Esta série de vídeos com o título Treinamento livre que vai do 1 ao 7, será postada aqui no blog do Programa Karate-Do desordenadamente, mas sempre acompanharão os vídeos, explicações sobre eles. Nesta série acentuo as explicações em execução da arte,  como por exemplo os detalhes do quadril e a importância dele na aplicação das técnicas de defesas quando o mesmo se abre, e quando ataca que é quando ele se fecha no caso de giaku-tsuki(guiaku zuki) ou mesmo em oi-tsuki(oi zuki).

Que este vídeo auxilie mais os amigos que acompanham o meu trabalho e blog do Programa Karate-Do.

Oss!

Sensei Allan Franklin.




Defendendo o centro, recuando e contra atacando.



     Oss!

     Continuando o tema defesas do centro do corpo tema este muito importante, apresento aos amigos estudantes de Karate-Do Shotokan Ryu, um segundo vídeo sobre tal assunto. O Karate-Do tem como preocupação a defesa pessoal de maneira simples e eficiente. Por conta disso inclusive vale ressaltar que quando entramos em aspectos mais complexos da arte usando defesas, ataques e movimentações mais rebuscadas como inclusive em alguns outros vídeos meus, estamos usando os movimentos puramente dessa arte e não necessariamente importando de outras, não só não estamos nós do Karate-Do descaracterizando a arte por fazermos movimentos aparentemente diferentes, como também não  estamos quebrando a essência da mesma de maneira objetiva anulando  assim a ideia do kime.
      Sendo assim ao verem mestres avançados e experientes de Karate-Do como os mais antigos da JKA em vídeos do passado, pois alguns deles já até faleceram, os amigos veem uma gama de técnicas as quais muitas vezes mesmo sendo as mesmas técnicas que todos eles conheciam entre si por estudarem o mesmo estilo e arte, percebemos a interpretação das mesmas técnicas segundo suas predileções e tendências.
       Shihan Tetsuhiko Asai por exemplo era como um gato lutando e saltando fluindo com o Karate-Do e colocando  sua visão da arte. Shihan Hirokazu Kanazawa era sábio, ágil e também um gato em termos de rapidez em características técnicas quando lutava. Shihan  Mikio Yahara também era e ainda é mesmo com idade avançada, muito rápido e quando jovem era uma fera. Por isso a forma variada como a técnica se apresenta desde nas mãos de simples praticantes desta arte como eu, vocês caros amigos que me acompanham e até dos grandes mestres, não deixa de ser puramente a expressão do que seja o Karate-Do.
       Então que fique claro aos amigos a dimensão gigantesca que esta arte alcança. Jamais os movimentos contínuos, ou seja sequências variadas, necessariamente anulam o kime do  primeiro golpe que é o que nós do Karate-Do buscamos. Devemos ao menos creio eu, estarmos atentos ao repertório técnico que a arte nos oferece para que caso não derrubemos nosso adversário com o primeiro golpe como o desejado, tenhamos uma sequência pronta como sempre tento mostrar.
       Neste vídeo transito no tema das defesas centrais novamente, pois o Karate-Do também nos ensina esse aspecto. Dentro dos três aspectos dos diversos tipos de kumite, temos três tipos diferentes de lutar, ou seja, Go no sen, Tai no sen e Sen no sen. E dentro disso encontraremos sempre a preocupação com a defesa rápida e eficiente. Desde a ideia de defender e bater, defender e bater ao mesmo tempo, ou nos anteciparmos ao ataque do adversário interceptando ele no caminho não o deixando agir e atacando primeiro. Dentro deste quadro, sempre haverá o cuidado da defesa segura.
        No vídeo exponho exercícios simples com movimentos da nossa arte conhecidos por todos como ataques, defesas e contra ataques como:

 Jodan age-uke (ague), tate shuto-uke, gedan barai(guedan barai) ,contra ataques com giaku tsuki(guiaku zuki) usando também kizami tsuki(zuki), aplicação de ura-ken, mae-geri(gueri), Yoko-empi(hiji), haito, oi tsuki(zuki) e há a aplicação da defesa juji-uke, uchi-uke , soto ude-uke e te-nagashi-uke tudo isso saindo de shizen-tai hachinoji-dachi e recuando em zenkutsu-dachi.

Espero que este segundo vídeo que aborda este tema das defesas centrais, seja de bom proveito para os amigos que acompanham o meu trabalho de divulgação do Karate-Do e o blog do Programa Karate-Do.

Oss!

Sensei Allan Franklin.


Treinamento opcional de enrijecimento físico.



Oss!

        Desde os tempos antigos nos primórdios das artes marciais ainda no Templo Shaolin, as artes marciais possuem um treinamento próprio que muito o diferencia de tantos esportes e exercícios ocidentais. Tais exercícios e condicionamento do corpo contavam sempre com o enrijecimento do corpo para que o mesmo se tornasse uma arma ao atingir os adversários e um escudo de aço ao absorver os golpes dos adversários.
        Quando os conhecimentos do Kung Fu chegaram em Okinawa ainda sobre o domínio chinês, muito das raízes dos estilos Shaolin acabou ficando por lá. Haja vista o Shorin Ryu estilo do grande Shihan Anko Itosu. Shorin Ryu tem como tradução Shorin = Shaolin e Ryu = Estilo ou escola. Portanto por mais que isso contrarie alguns japoneses, seria inegável fazer qualquer ligação das raízes da arte dos monges Shaolin com o Shotokan Ryu uma vez que o mesmo é inegavelmente e historicamente  filho direto além do Shuri-Te do Shihan Azato, é filho direto do Shorin Ryu do Shihan Anko Itoso.
         Até mesmo a linha do Naha-Te que cruzou com um estilo de Kung Fu do sul da China chamado pelos habitantes de Okinawa de Kempo Chinês buscado primeiramente por Kanrio Higashionna na província de Fukien e posteriormente pelo seu discípulo Chojum Miyagi, possuíam treinamentos duríssimos de preparação física além de respiração muito pesada como uma preparação para os aspectos internos. Hoje em dia constatamos os remanescentes destes treinamentos observando os treinamentos do Shihan Morio Higaonna.
         Até os dias de hoje os monges budistas Shaolin ainda fazem seus árduos treinamentos os quais poucos de nós aguentaríamos e que treinamento algum de nenhum atleta de MMA chega perto do que exigem tais treinamentos e estudo do Kung Fu deles. Aqui no ocidente tudo é condenado e hoje depois da era UFC e MMA, na cabeça dos atuais teleguiados da mídia, nada disso faz a diferença numa luta real. Quero dizer, muitos acreditam mesmo que todo o treinamento duro considerados arcaicos pelos atuais modernos lutadores, não são necessário para as artes marciais.
         O que acho interessante é que esses longe passam dos treinamentos se quer de katas e qualquer entendimento dos mesmos, mas adotaram mais a metodologia do Boxe e seu equipamento de treinamento, ou seja, a velha adaptação ao modo ocidental e a falta de credibilidade dada aos métodos orientais originais tipicamente vista por parte dos mesmos.
         E enquanto isso, lado a lado aos modernos professores e lutadores de artes marciais,  professores de educação física dão todo apoio para a ideia de rejeição de equipamentos como Makiwara e todo e qualquer tipo de treinamento mais rústico.  Alegações do mal que fazem para o corpo tais treinamentos e todas as explicações médicas, anatômicas e científicas.
         Devo dizer a estes que assim como na área deles e também na musculação, todo exercício mal feito corre o risco de lesionar as pessoas. De fato em Okinawa igualmente aos monges Shaolin primeiramente adotou se o método de treinar os punhos nas árvores, mas com o tempo obviamente vieram as lesões graves nas articulações. Por isso a criação na ilha do aparelho o qual chamamos de Makiwara que mostrarei em outros vídeos o uso correto do mesmo. Neste aparelho podemos tranquilamente desde que executado corretamente, aplicar força gradativamente no decorrer dos treinamentos. Neste exercício que em realidade fortalece o corpo inteiro, ou seja, no Makiwara, o estudante de Karate-Do observa que a força vem do chão o quadril empurra e o punho se choca no aparelho de treinamento.
          Hoje trago um outro tipo de treinamento e não o com o Makiwara. Sobre esse farei um vídeo explicativo e um texto. Este treinamento do vídeo abaixo se aproxima da ideia do treinamento do Shihan Morio Higaonna. Sendo que ele ainda joga mais impacto em partes as quais não recomendo a todos fazerem. Shinan Higaonna do Goju Ryu chega a calejar as costas da mão e eu particularmente não vejo tal necessidade. Pessoalmente eu acho de grande valia tal treinamento de enrijecimento físico, pois o intuito do Karate seja qual for o estilo é ter técnica para evitar machucar o adversário, mas dependendo das circunstâncias, é machucar o adversário já com a defesa.
          Tal exercício lhe dá um condicionamento físico nos membros utilizados para defender e golpear que por sua vez, dá um diferencial grande para quem não faz tal exercício. Neste exercício não usamos Kime(explosão) nos golpes, mas usamos a dosagem correta para fortalecermos os ante braços para onde batermos seja defendendo ou atacando, machuque os adversários.
          Em karate-Do acredito que tudo para a eficiência e quando bem executado, seja válido e proveitoso. Acredito que justamente isso é ter a mente aberta e não necessariamente ninguém estará descaracterizando o estilo ou arte só porque Gichin Funakoshi não fazia tais exercícios. Sim, ele não fazia, mas outras escolas faziam e isso trazia benefícios para essas escolas. Gichin Funakoshi Shihan só treinava no Makiwara. Então antes de colocarem palavras na minha boca, afirmo que este treinamento existe no universo do Karate, mas não é feito comumente no Karate-Do Shotokan Ryu. Acredito assim como o Shihan Anko Itosu acreditava e assim também o Shihan Kung crê, que o Karate no final seja uma coisa só em essência. Outra coisa que deve ficar muito clara no meu trabalho no blog do Programa Karate-Do, na minha página Sensei Allan Franklin no facebook assim como no youtube, é que além dos ensinamentos passados pra mim pelo meu Shihan Kung, coloco muito do que penso sobre o Karate-Do que nem sempre meu Shihan compartilha da mesma opinião. Mas acredito que confie em mim como sempre disse confiar seguramente nos seus alunos para que então ensinem por aí com dignidade sem expor a imagem e seu nome.
          O que penso e como treino o Karate-Do Shotokan Ryu é pra mim e minha concepção a qual compartilho na internet com os amigos e que em nenhum momento afirmo categoricamente serem ensinamentos e a visão correta e incorrigível sobre o Karate-Do Shotokan Ryu e sua essência. Mas posso seguramente dizer que sei me colocar com humildade diante de todos os mais antigos que eu nesta arte e que sou bem quisto por muitos veteranos que muitas vezes muitos deles concordam com minha concepção ainda que eu seja um soldado raso nesta arte marcial.
          Portanto este treinamento é meu, pessoal e não adotado pelo Shihan Kung no seu Dojo o qual estudo. Espero que curtam neste curto vídeo onde demonstro tal treinamento de enrijecimento físico e saibam entender que nele não há força ou choque que venha a lesionar o corpo. E por isso espero que entendam a filosofia do treinamento e quem queira adotar faça corretamente. Lembrando que crianças não devem fazer treinamentos em Makiwara e nem esse tipo treinamento do vídeo.

Oss!

Sensei Allan Franklin

 

Aulas com Sensei Allan Franklin


        Oss!

        Amigos do Programa Karate-Do, eu Sensei Allan Franklin venho trazer uma oportunidade daqueles que me acompanham em outros estados e que gostariam de ter uma aula comigo, conversar, trocar ideias sobre Karate-Do e artes marciais em geral. Venham até a minha casa e tenham um final de semana de aulas, assistam filmes de artes marciais e façamos um estudo do assunto para que possamos nos fortalecer como caratecas e artistas marciais em geral.
        Abaixo segue o link do site onde está disponível o anúncio das aulas e hospedagem. Qualquer dúvida estou a disposição para mais explicações a respeito de como funciona tal trabalho e ideia. Acredito que para o Karate-Do não existam barreiras e não é o fato de você morar longe que não possa vir até mim dentro da forma mais fácil possível vivenciando a filosofia da economia compartilhada.

Oss!

Sensei Allan Franklin


https://www.airbnb.com.br/rooms/11453100

Explorando as técnicas do Karate-Do Shotokan Ryu



Oss!

      As artes marciais tendem a evoluir a cada tempo que passa. As artes marciais de hoje, certamente não são as do passado e não falo sobre alguma mudança em si nas técnicas, mas sim na forma de usa-las, na compreensão por parte dos praticantes e a assimilação popular das mesmas. Hoje certamente temos mais acesso a diversos sistemas marciais os quais as gerações passadas jamais tiveram.

      Houve um tempo em que as informações e artigos não chegavam a nós aqui no Brasil e dificilmente alguém tinha um panorama sobre as várias artes marciais que a juventude de hoje dispõe. Quem foi criança nos anos oitenta sabe que ainda naquela época, as informações vinham aos pousos. Está certo que tínhamos várias ótimas revistas sobre artes marciais as quais as de hoje apenas uma só no panorama das artes marciais, chega perto um pouco  próximo das antigas revistas sobre artes marciais que circulavam no Brasil. Mas ainda assim ter tais revistas como Kiai, Samurai, Combate e até mesmo a revista Cinturão Negro que vinha de fora, já era um luxo no assunto. O mais lamentável em todo esse panorama é que era escasso o material sobre artes marciais, mas ao mesmo tempo haviam muitas matérias que iam na essência da coisa. Já hoje temos uma gama um pouco maior de revistas e artigos, blogas etc. com bastante marketing que não havia naquele tempo, mas com apenas matérias com os lutadores da moda e suas artes da moda que vemos comumente no MMA.

      Eu pessoalmente não vejo como a maioria vê sobre ter havido um avanço no universo das artes marciais. Acredito que o único avanço que houve seja a respeito da mídia em cima do tema e o interesse popular com relação ao assunto. Mas se formos analisarmos a questão um pouco mais de perto, veremos que mais uma vez o público ocidental sempre gostando e assimilando as coisas ao seu modo e não se adaptando a essência da coisa.

      Na década de noventa especificamente em 1993, a família Gracie com seu próprio Ju Jutsu, desafiava vários lutadores de outros estilos os quais eles alegavam só funcionarem no cinema. Não entrando profundamente ainda nesta postagem no tema, mas sim superficialmente e entrando mais nos aspectos do porque de tantas derrotas de tantos estilos para o sistema dos Gracies, venho trazer uma reflexão sobre a compreensão dos sistemas asiáticos especializados em lutar em pé e o porque talvez tenham ocorrido tantas derrotas.

     Penso que a metodologia asiática de artes marciais e ensino dos sistemas tipicamente asiáticos que contam com katas e formas tão questionados na atualidade por diversos profissionais e adeptos de artes marciais que não os possuem e que ganhou força desde os desafios Gracies em virtude de tantas derrotas, deva ser refletido com mais cuidado. Algumas coisas devem ser pensadas a respeito da compreensão do que aprendemos nós que estudamos o Karate-Do Shotokan Ryu. O Karate-Do claramente descende do Kung Fu e a metodologia chinesa de passagem de conhecimentos sempre foi muito particular.

     É nesse processo de passagem de conhecimentos e técnicas de combate que foram criados os Katis e formas do Kung Fu que por sua vez deram origem séculos depois aos katas do Karate em Okinawa. Já os estilos de Ju Jutsu no Japão, já não levaram tal influência chinesa no que diz respeito ao processo da prática de katas. Mas nem por isso não tenha também uma provável ligação histórica com o Kung Fu. Acredito até nesta possibilidade embora seja mais um desgosto para o preconceituoso povo japonês que em se tratando da China e suas técnicas, rejeita por motivos culturais entre esses dois países tudo que os vincule.

     Alguns entendem que estudar os katas apenas consiste em se exercitar com os mesmos, mas que eles nunca nos serviram em lutas reais. Esses tendem a ver o Karate-Do apenas como uma arte marcial que se resume as lutas que vemos nos atuais campeonatos onde tudo ocorre em busca de pontos e a velocidade, jovialidade e a superficialidade reinam não deixando a arte marcial verdadeiramente fluir. Geralmente os que buscam estar sempre competindo, odeiam aulas de kata e estão sempre sedentos pelas aulas de kumite loucos para lutar apenas e não estudar o kumite. O Karate-Do é uma arte totalmente rica, completa, complexa e inteiramente interligada em suas técnicas de katas, kihon e os vários tipos de kumite.

      Não haverá evolução real dentro do Karate-Do sem compreensão e assimilação do que há nos katas. E devemos treinar a rigor originalmente os vinte e seis katas, os kihons e estudar detalhadamente os tipos de kumite. Além disso acredito que cada um de nós tenhamos um processo ou devemos buscar a nossa forma de assimilarmos as técnicas dos katas. Para isso cada um vai encontrar a sua forma própria, mas não deve deixar de buscar essa compreensão. Alguns conseguem isso observando naturalmente os katas, estudando os mesmos e sendo orientado pelo próprio Sensei.

      Para isso também se faz necessário que o Sensei tenha uma boa bagagem para passar o autêntico Bunkai, ou seja, a aula onde vemos a tradução do que ocorre dentro dos katas e suas respectivas técnicas que por sua vez, por vezes vemos sete aplicações distintas para a mesma técnica segundo o Shihan Kung em cada kata dos vinte e seis. Por isso vocês verão por aí várias aplicações diferentes as quais nunca viram ou não imaginavam que tais técnicas teriam tais aplicações,e como verão outras técnicas que vocês já viram e sabiam que existiam nos katas. E por isso a questão se torna um pouco complexa, pois fica difícil caso não tenhamos conhecimento da existência de determinada aplicação, de afirmar ser autêntica a aplicação mostrada, ou uma invenção de quem aplica.

     O que importa é estudar todos os bunkai de forma séria, mas com mente aberta e não dispersa, pois se não ficarmos atentos podemos estudar aplicações inexistentes sem autenticidade alguma e eficiência também em ação. Devemos ter em mente que uma luta real dentro do panorama do Karate-Do, ou seja, Karate vs Karate ou mesmo nas ruas e contra outros estilos, se baseia como em tudo na vida em ação e reação e a partir do momento em que você busca fazer os movimentos bonitos ou busca aplicar a metodologia pensando nela e não instintivamente, você tende a falhar. As pessoas também devem entender que as técnicas nos katas estão algumas  sequenciadas e muitas delas são independes umas das outras e por isso mesmo não devem esperar que as técnicas sejam aplicadas em realidade como aparecem nos katas. Assim como o Shihan Gichin Funakoshi já falava: "Não pense na vitória e  nem na derrota", os katas não devem ser pensados, mas sim vividos. A arte deve fluir em nós e nós devemos nos mover naturalmente quando executamos os movimentos do Karate-Do. A partir do momento em que você pensa na técnica que vai usar, você morre.

     Venho trazer aqui um primeiro vídeo de vários que postarei aqui a respeito dos meus treinamentos particulares. Com isso, ou seja, com o que mostro nestes vídeos, não significa que só treine assim e não da maneira tradicional treinando katas, kihon e kumite, mas sim trago aqui um tipo de treinamento alternativo que uso paralelamente aos tradicionais, que tem como intuito a prática dos movimentos e técnicas dos vinte e seis katas, mas livremente e mesclados entre si. Em cada vídeo os amigos verão o Karate-Do Shotokan Ryu sendo executado de forma livre e sem mescla cou outros estilos, mas usando as técnicas que existem nos vinte e seis katas Shotokan Ryu de modo que por vezes alguns amigos que acompanham o meu trabalho com o Karate-Do e meu desenvolvimento nesta arte, tem até as vezes a dificuldade de reconhecerem que o que estou executando nos vídeos seja o Shotokan Ryu.

       Já houve vez que recebi de algumas pessoas de fora do país as perguntas: "Que estilo é esse?" ou "Qual é o seu estilo?" após verem esses vídeos. E muitos também compreenderam a natureza deste exercício e além de gostarem, já ouvi dizer que adotariam tal metodologia. O cérebro não pode estar condicionado a só reconhecer o estilo que praticamos vendo apenas os movimentos dentro dos katas que todos conhecem! Acredito que não havendo descaracterização dos fundamentos e a continuidade da prática da arte com os treinamentos de kata, kihon e kumite, algumas boas possibilidades podem auxiliar a assimilação da arte em si que por sua vez em se tratando de Karate-Do, consiste nos katas.

Compreendam os katas e vivam os katas naturalmente com seus corpos e aí sim vocês serão a arte em pessoa. Ter a graduação na cintura e papel é vazio se ela não estiver no corpo. O treinamento deve ser diário e constante, pois o Karate-Do é exigente e nos exige isso. Sem prática não há entendimento. E o entendimento deve ser verdadeiro e honesto ao ponto dele ser tão natural quanto quando mexermos o nosso braço. Assim são os praticantes de Judo e Ju Jutsu, quero dizer, eles não pensam em como, o que vão aplicar e se vão usar técnicas bonitas de se ver, mas usam o quer treinam realmente e pensam na eficiência. E arte marcial se não for assim, não é ela que está errada ou não é funcional, mas sim há algo de errado em nossa forma de ver a arte, treinar a arte ou com a nossa mente.

Oss!

Sensei Allan Franklin.

Video aula nº 2

Mais um vídeo aula com o objetivo de ajudar na ampliação de visão dos estudantes no que diz respeito ao Karate-Do e suas técnicas. A cada vídeo tentamos mostrar uma visão da arte e do universo marcial que por vezes é ignorada num sentido de como devam ser feitas as coisas, não no sentido técnico mas na forma que a arte deva se colocar na sociedade.

Esperamos que este vídeo sirva para auxiliar aos que tem pouco tempo de prática na arte ou mesmo para que cada vez mais os que não conhecem o Karate-Do venham a conhe-lo de maneira mais verdadeira, não só da forma que geralmente é apresentado,sem Kime(explosão), sem diversidade técnica e com gritos no lugar de um verdadeiro Kiai.Oss

Video aula nº 1

Este é o primeiro vídeo aula do Programa Karate-Do que vem com a iniciativa de dar uma atenção aos mais jovens, demonstrando dentro da minha limitação técnica e pequeno conhecimento nesta arte maravilhosa que é o nosso Karate-Do.

Treinando em casa ou em espaços reduzidos.

Estes videos mostram que é possível realizar os treinamentos em casa, mesmo tendo um espaço reduzido.

Dedicação é  o segredo do bom artista marcial, utilizando qualquer espaço para que seu treinamento seja proveitoso.

Oss.